Hoje quero falar de arquitetura, compartilhar prédios interessantes com conceitos estigantes.
Assim como o cinema, o teatro e a música, a arquitetura se alimenta também da crítica.
Como aquele papo de Woody Allen do post passado,…
O critério na arquitetura já não adequa-se somente em bom e ruim, pois está longe de ser só isso.
Nesta tentativa poderia citar características. pois indiretamente ou diretamente ela se relaciona e correlaciona com vários “pilares”que não podem ser esquecidos , como a intergração coerente ao contexto, qualidade na estética, funcionalidade. proporção, volumetria, luminosidade, cores, espaços, unidade de tratamento ,acabamento, tudo isso pode sim identificar uma boa arquitetura mas não caracaterizá-la. Meio complicado né…
Tentarei em última instancia e com uma aproximação muitíssimo grosseira, arriscar que "boa arquitetura" (para mim) ao longo de muitos séculos se baseou nos romanos , na arquitetura grega, no Panteon, em Andrea Palladio… Se houve algo que rompeu e ultrapassou qualquer esforço de imaginação, criatividade e conhecimento estrutural em arquitetura, foram as catedrais góticas, que na minha singela opinião significam o ponto mais alto (literalmente) e nunca mais atingido em qualidade de arquitetura.
Acho complicado ditar regras em quesitos pré estabelecidos,. Talvez possamos identificar a "boa arquitetura" e outras belezas por nosso olho treinado, , mas com a liberdade mental e cultural de fugir aos ditames arquitetônicos e politicamente corretos de cada época
A boa arquitetura, entre outras coisas acaba sendo mais ou menos de um jeito que não se define bem o que é, mas se sabe quando vê. Será que deu para entender?
Então o jeito é direcionar o radar para norte, sul, leste e oeste …e educar o olhar, pois ver por si só não determina. E não mesmo! O ato de ver ( ao meu ver) não é coisa natural. Precisa ser construído !! Bom….mas isso é assunto que dá pano pra manga e deixamos para outra ocasião, voltemos a arquitetura….
A arquitetura que eu admiro e muito! É a chamada arquitetura do espetáculo, a construção sem modestia, que encanta as pessoas que as emociona , que se faz presente pelo seu resultado e manifesta uma troca de sentimentos .
E é com esse tipo de arquitetura que apresento O Museu do surfe em Biarritz, uma obra de Steven Holl em parceria com a brasileira Simone Fabião,
O interessante desta obra á a suavidades nas curvas e a visível interaçao com o meio. A forma de exploração tanto do surfe como do mar , evidencia a importancia de seus papeis , no lazer, ecologia e bem estar! Parabéns!!
Um passeio pela costrução:
Com forma de uma onda gigante voltada para o mar, o museu é composto por delicadas estruturas de vidro que se escoram em um cerco de concreto branco. Elas formam o edifício do museu, áreas de exposições e uma praça
A parte côncava é destinada a superfície do projeto: um ponto de encontro ao ar livre. O edifício usa a transparência, a forma e o material para gerar um perfil único. É como se ele saísse do terreno e enquadrasse o céu, o mar e o horizonte.
No interior, as estruturas e a forma convexa de contorno do solo formam os espaços subterrâneos de exposição. Como são posicionados no subsolo, e graças ao grande volume fechado, a sensação é de estar imerso debaixo d'água.



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