terça-feira, 14 de junho de 2011

La Biennale di Venezia

A 54 ª Bienal de Veneza, foi aberta ao público no sábado passado, após colecionadores de arte contemporânea e especialistas do setor desfrutarem três dias de pré-estréia.

A exposição, intitulada, Illuminazione, é palco do Pavilhão, do Giardini e do Arsenale, formando uma única mostra com 83 artistas de todo o mundo. Além disso, 89 participações nacionais (um número recorde para a Bienal de Veneza) e 37 eventos colaterais para enriquecer o panorama da exposição.




Há de tudo na mostra de arte italiana, entre obras críticas, políticas e polêmicas.
Pois hoje é nítido como a arte reflete a complexidade dos tempos com uma intensidade que nenhuma outra manifestação consegue produzir.
A temática das nações – inserida no título – está no centro do conceito da mostra. O Iluminismo legou ao mundo globalizado a mediação constante do indivíduo com o grupo, com as nações. É nesse ponto de atrito que o artista contemporâneo atua.


Partindo do conceito, os Estados Unidos apresentam uma obra sobre o seu papel para o mundo.
“Obviamente, há associações entre a concorrência internacional e a concorrência militar e a guerra. O tanque está mesmo ao lado do pavilhão dos Estados Unidos. Há uma associação com o militarismo americano.”, sublinha Lisa Freidman, comissária do pavilhão do país.

A exposição do pavilhão dinamarquês procura suscitar o debate sobre a liberdade de expressão.
“Penso que a liberdade de expressão é uma questão fundamental e tornou-se premente nos últimos tempos, tendo em conta a evolução geopolítica global. Eventos como o 11 de setembro, o escândalo dos cartoons dinamarqueses, fizeram com que a questão volte a debate de forma bastante clara.”, sublinha Katerina Gregos, curadora do pavilhão dinamarquês.

Mas não só os dinamarqueses optaram pelo tema da luta pela liberdade. O Egito apresenta uma instalação com vídeo sobre Ahmed Basiony, um artista abatido durante os protestos da praça Tahir, no Cairo.
Ahmed Basiony tinha 31 anos e morreu quando estava filmando as manifestações.


A Arábia Saudita participa na Bienal de Veneza pela primeira vez, com uma obra concebida por duas irmãs, Shadia Alem, uma artista plástica e Raja Alem, escritora.
“Penso que há muitas questões sobre o Oriente Médio hoje em dia. Os artistas têm o direito de responder a essas questões, tanto como os políticos e os governos”, frisa o comissário da Arábia Saudita.
Em 2009, os Emirados Árabes Unidos (EAU) foram o primeiro país do Golfo a ter um pavilhão na Bienal.
O comissário dos EAU acredita que o momento de instabilidade que a região atravessa atualmente dará um novo fôlego à liberdade de criação artística.



Mas e o Brasil??? Pois é gente, o Brasil não está com essa bola toda não!
Nenhum artista brasileiro foi convidado para mostrar seus trabalhos na 54ª Bienal de Veneza em 2011. Incrível! A curadora justifica não ter uma causa concreta, simplesmente gostaria de descobrir novos nomes na arte contemporânea, e por alguma razão (que ela não sabe dizer) esse ano não encontrou no Brasil. Realmente uma pena!
Pois um local onde as tendências estão expressas, um local que proporciona ao leigo uma confrontação e uma imersão total nas correntes da criação artística, o Brasil não teve sua chance de expressão.

Mas mesmo sem podermos prestigiar, vale à pena conferir!! A Bienal de Veneza pode ser visitada até 27 de Novembro.



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